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Wednesday, November 22, 2006

Hoje recupero em fôlego a vontade de descrever um lugar que seja, que ainda nem conheço. Vou chamá - lo de Porto. Assim como o povo de Portugal batizou região semelhante a que tanto, por então, me comove. É cidade que entento conhecer. Soube em pesquisa preguiçosa na rede que uma de suas regiões, o Alto Douro Vinhateiro, tornou-se a 13ª zona do país classificada por seu talento para vinhos. O grupo vitivinícola do lugar é considerado um dos cinco melhores da Europa, juntando - se às regiões de Val du Loire e Saint Émilion, na França, Cinque Terre, na Itália e Wachau, na Áustria.

Recebeu títulos por ser uma obra combinada do Homem e da Natureza. Exemplo de valor universal porque representa a prática de cultivar uma cultura e preservar a paisagem de excelência. Lugar onde se fecunda o famoso e apreciado Vinho do Porto. Por sua beleza de cenários com sulcos e vinhas subindo as encostas fez a UNESCO aprovar a sua entrada na elite do Património Mundial.

O Vale do Douro conta com um leque de vestígios de povos que ali habitaram desde a pré-história. Seu povoamento se deu na época da romanização justo pela cultura da vinha. A paisagem dos vinhedos testemunha modos de organização da vinha de diferentes épocas históricas.

"Antes de uma paisagem deserta de fragas escarpadas, dominadas pelo xisto e pelo granito e cobertas por matas e arbustos típicos de um clima entre o atlântico e o mediterrâneo, que se torna mais seco à medida que se caminha para o interior.Ao longo de três séculos, criaram-se técnicas de aperfeiçoamento e valorização do terreno que permitiram o cultivo da vinha em condições adversas, em encostas íngremes e pedregosas, através da construção de socalcos, suportados por extensos muros de xisto que contribuem para evitar a erosão".

A paisagem foi modelada. A forma é inconfundível, plantações de bardos paralelos, em socalcos e patamares na horizontal, ou em vinhas ao alto, ou agora mais frequentemente alternando as duas modalidades. Como majestosas tapeçarias geométricas. A sua estratificação em escadarias que rasgam montanhas conjuga-se com a silenciosa lisura de um rio transformado numa sucessão de lagos pela construção de barragens.

O Douro fica no nordeste de Portugal, protegido dos ventos húmidos do Atlântico pelas montanhas do Marão e Montemuro; apresenta-se circundado a Norte por Trás-os-Montes, a Oeste pelo Minho e pelo Porto e a Este pela Região espanhola de Castela e Leão.

A região estende-se por 250 000 de hectares, mas a vinha ocupa 40 000 mil metros quadrados nas bacias profundas encaixadas do Douro e seus afluentes: o Corgo, o Torto, O Pinhão, o Tua, o Côa, entre outros. O todo esta dividido em três sub-regiões – o Baixo Corgo a oeste, no centro o Cima-Corgo e a leste o Douro Superior – com variadas expressões mesoclimáticas, mas sempre com invernos frios e verões quentes e secos. A conjugação destes factores, aliada à nobreza das castas utilizadas, é determinante na qualidade e genuinidade dos vinhos, que não são mais do que a expressão do harmonioso casamento entre a terra, o clima e amor à arte do homem. Há também importantes populações de mamíferos encontrados nos parques. Entre esses bichos estão lobos, corços, javalis, lontras e raposas.

É, portanto, um lugar cada vez mais elevado e para se visitar...

2 comments:

C. Cat said...

Então, vamos visitá-lo, ora pois!
Juntos!

L.C said...

Sim, Caro Capitão. Ora pois, pois!
Muito.