Lugar da delicadeza com o outro e com a própria Liberdade.

Onde se está de acordo com o único modo do humano de ser feliz

Wednesday, November 29, 2006


Houve uma exposição de fotos dos jardins dos anjos na Itália. A fotógrafa chama - se Maria Pia. "Sabato 16 settembre 2006 alle ore 18.30 presso il Tabularium del Loggiato San Bartolomeo, a Palermo: Il Giardino degli Angeli - Foto di Maria Pia Lo Verso. La mostra è costituita da circa quaranta foto scattate da Maria Pia Lo Verso tra il 2005 e il 2006".

Há a violinista Pia Liptak "extremely good interpreter of contemporary music,"




Há o garoto que em tribo é chamado "Piá". Que pode ser manso, duro ou apenas maluquinho





há a pia que é pedra cavada servindo como vaso para líquidos, que é também concavidade natural em rochas, que com a chuva, enche - se de água.

Há a fé, e quem creia piamente...
O QUE É O AMOR ??? E QUAIS SÃO OS SENTIDOS DA PAIXÃO ???

Há algum sentido no enlace. Na Antiguidade, o Deus Cornudo (consorte da Deusa) era amado e esperado para fecundar a Terra. Era ele quem trazia a beleza da Primavera fazendo brotar todas as coisas que existem. Outrora, os chifres eram sinônimos de ferftilidade...

No Universo da Jurisprudência, há consortes com outros interesses...

"O fato de existir imóvel de veraneio — na praia, na serra ou no campo — não pode excluir do direito do consorte sobrevivo, sobre o imóvel que representava a verdadeira e permanente morada do casal. Ao contrário, também, se a morada do casal não era própria e não faz parte do monte mor partilhável, mas entre os bens a serem divididos existe um único imóvel residencial, que não era usado para moradia do autor da herança e de seu consorte, não haverá direito real de habitação sobre este imóvel que não era habitado pelo cônjuge sobrevivente".

Há quem do amor extrai sua composição. Partícula por partícula. Examinando, aprofundando análises como em laboratório...

Manifestação: Luxúria
Conceito: Desejo ardente por sexo
Substância mais associada: Testosterona (aumento da libido – desejo sexual)

Manifestação: Atração
Conceito: Amor no estágio de euforia, envolvimento emocional e romance
Substância mais associada: Altos níveis de dopamina e norepinefrina (noradrenalina): ligadas à inconstância, exaltação, euforia, e a falta de sono e de apetite.

Baixos níveis de serotonina: tendo em vista a ação da serotonina na diminuição de fatores liberadores de gonadotrofinas pela hipófise, quanto mais serotonina menos hormônio sexual.

Manifestação: Ligação
Conceito: Atração que evolui para uma relação calma, duradoura e segura.
Substância mais associada: Ocitocina (associada ao aumento do desejo sexual, orgasmo e bem-estar geral) e vasopressina (ADH), associada à regulação cardiovascular, atuando no controle da pressão sangüínea.

Quem nome por nome, e sobrenome, define movimentos e raças, códigos e estágios em extinção...

"O chamado diencéfalo ou cérebro primitivo, comum a todos os mamíferos, intervém, através do hipotálamo, no desejo, no interesse sexual e também recolhe as informações que chegam do exterior e dos hormônios, controlando-os e dando as respostas da excitação sexual, ejaculação, sensações de prazer e regulando as respostas emocionais e afetivas no comportamento sexual".

Calculando reações precisas, por uma média "x" de corpos...

"O sistema límbico discrimina e seleciona os estímulos, reconhecendo os sinais de saciedade (estar satisfeito) e inibindo o comportamento sexual. A nossa sexualidade apresenta-se não apenas em nível dos estímulos (visuais,fantasias ,etc) ,como também na participação muito importante da emoção e sobretudo na aprendizagem. Algumas partes do nosso cérebro relacionam o ambiente e a cultura às nossas respostas sexuais. O resultado pode ter maior ou menor eficácia dando aos parceiros, maior ou menor prazer".

Há quem entenda sentidos no AMOR e na PAIXÃO. Há os que rezam, os que têm fé. E os que não. Nem cheiram. Nem se arriscam. Nem pedem ou imploram. E sentem. Não mentem. E há os que mentem compulsivamente em nome da própria pele. Do toque, do afeto fácil. E os que não sentem saudades. Apenas acreditam que a vontade supera tudo. Até a ausência de alegria. Mas são felizes assim..."Porque a felicidade é o desejo não realizado. Se é saciado não há o que buscar". Alguém já pensou.

De fato, não há recompensa. Há o próprio estímulo para se manter vivo. Naquilo que o mantém pulsando.

"A felicidade não é a recompensa da virtude, mas a própria virtude".
Baruch Spinoza

E há na felicidade o amor e a virtude que cabe aos amantes de lutarem com e contra a força desconhecida. Vital, divina, do princípio e do fim.

"Razão, fantasia, emoção e aprendizagem se misturam em nosso cérebro dando respostas curiosas no dia a dia sexual do ser humano".

Contatam os científicos que:

"Os neurotransmissores cumprem uma função indispensável na ativação do impulso sexual, como por exemplo, quando as carícias e beijos levam a lubrificação vaginal e à ereção peniana".

Os cientistas conhecem a feniletilamina (um dos mais simples neurotransmissores) há cerca de 100 anos, mas só recentemente começaram a associá-la à paixão. Ela é uma molécula natural semelhante à anfetamina e suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos.

O “affair” da feniletilamina com a paixão teve início com uma teoria proposta pelos médicos Donald F. Klein e Michael Lebowitz, do Instituto Psiquiátrico Estadual de Nova Iorque. Eles sugeriram que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades de feniletilamina, e que esta substância poderia responder, em grande parte, pelas sensações e modificações fisiológicas que experimentamos quando estamos apaixonados".

Monday, November 27, 2006

Por onde estive em sonho esta noite é preciso contar. Partilho em verso porque as imagens não traduzem e ficarão para sempre comigo. Mas aproximo, em lente de aumento, para que a versão seja o mais fiel possível...

Eram três. Ônibus enormes transportavam jovens cheios de esperança e ansiedade. Não havia música, barulho ou qualquer tumulto no interior do ambiente coletivo. Apenas uma calma que permitia - se ouvir o palpitar apressado de coraçõeszinhos apreensivos e controlados. Havia também alguma espera que não parecia finda. Até haver o encontro com o portão que se pretendia.

Foram chegando um a um... Passando por ruas estreitas de construções antigas. O lugar era para se ficar por um bom tempo. Por isso, as imagens eram guardadas e ao mesmo tempo sorvidas para uma memória que durasse para sempre. Não passaria. Atravessavam a extensão das janelas, mas não passavam por elas. Nunca mais saíram de dentro dali.

Wednesday, November 22, 2006

Hoje recupero em fôlego a vontade de descrever um lugar que seja, que ainda nem conheço. Vou chamá - lo de Porto. Assim como o povo de Portugal batizou região semelhante a que tanto, por então, me comove. É cidade que entento conhecer. Soube em pesquisa preguiçosa na rede que uma de suas regiões, o Alto Douro Vinhateiro, tornou-se a 13ª zona do país classificada por seu talento para vinhos. O grupo vitivinícola do lugar é considerado um dos cinco melhores da Europa, juntando - se às regiões de Val du Loire e Saint Émilion, na França, Cinque Terre, na Itália e Wachau, na Áustria.

Recebeu títulos por ser uma obra combinada do Homem e da Natureza. Exemplo de valor universal porque representa a prática de cultivar uma cultura e preservar a paisagem de excelência. Lugar onde se fecunda o famoso e apreciado Vinho do Porto. Por sua beleza de cenários com sulcos e vinhas subindo as encostas fez a UNESCO aprovar a sua entrada na elite do Património Mundial.

O Vale do Douro conta com um leque de vestígios de povos que ali habitaram desde a pré-história. Seu povoamento se deu na época da romanização justo pela cultura da vinha. A paisagem dos vinhedos testemunha modos de organização da vinha de diferentes épocas históricas.

"Antes de uma paisagem deserta de fragas escarpadas, dominadas pelo xisto e pelo granito e cobertas por matas e arbustos típicos de um clima entre o atlântico e o mediterrâneo, que se torna mais seco à medida que se caminha para o interior.Ao longo de três séculos, criaram-se técnicas de aperfeiçoamento e valorização do terreno que permitiram o cultivo da vinha em condições adversas, em encostas íngremes e pedregosas, através da construção de socalcos, suportados por extensos muros de xisto que contribuem para evitar a erosão".

A paisagem foi modelada. A forma é inconfundível, plantações de bardos paralelos, em socalcos e patamares na horizontal, ou em vinhas ao alto, ou agora mais frequentemente alternando as duas modalidades. Como majestosas tapeçarias geométricas. A sua estratificação em escadarias que rasgam montanhas conjuga-se com a silenciosa lisura de um rio transformado numa sucessão de lagos pela construção de barragens.

O Douro fica no nordeste de Portugal, protegido dos ventos húmidos do Atlântico pelas montanhas do Marão e Montemuro; apresenta-se circundado a Norte por Trás-os-Montes, a Oeste pelo Minho e pelo Porto e a Este pela Região espanhola de Castela e Leão.

A região estende-se por 250 000 de hectares, mas a vinha ocupa 40 000 mil metros quadrados nas bacias profundas encaixadas do Douro e seus afluentes: o Corgo, o Torto, O Pinhão, o Tua, o Côa, entre outros. O todo esta dividido em três sub-regiões – o Baixo Corgo a oeste, no centro o Cima-Corgo e a leste o Douro Superior – com variadas expressões mesoclimáticas, mas sempre com invernos frios e verões quentes e secos. A conjugação destes factores, aliada à nobreza das castas utilizadas, é determinante na qualidade e genuinidade dos vinhos, que não são mais do que a expressão do harmonioso casamento entre a terra, o clima e amor à arte do homem. Há também importantes populações de mamíferos encontrados nos parques. Entre esses bichos estão lobos, corços, javalis, lontras e raposas.

É, portanto, um lugar cada vez mais elevado e para se visitar...

Wednesday, October 25, 2006


La Gueza

A língua que me faz expressar um segredo tão bem guardado é uma espécie de etíope antigo... explico - me como faria se falasse árabe. É brilho que escapa dos olhos em "tela-fechadura" de burca que veste as afeganistãs. Estou substituindo por um Xador, e já me torno Muçulmana...demasiadamente.

Sou da espécie que mais teme o próprio medo e recua. Fosse pantera não mediria esforços para sair à caça de animal de sangue quente. Não calcularia o risco de encontrar pela frente armadilhas e redes que despencam do alto por sobre meu corpo indefeso. Fosse árvore fotossintetizaria todas as noites sem sobressaltos, dúvidas ou insônias...mas restou essa pele de humana coberta agora apenas até a altura do rosto. O que as palavras despem, nem mesmo o algodão produzido nos campos é capaz de vestir. Talvez se lembrasse do bichinho da seda construisse um casulo. Comesse dias seguidos até medir dez mil vezes o meu tamanho original. Dois e meio milímetros apenas. Duras penas de folhas amoreiras até a quinta metamorfose. Em duas semana teria eu produzido mais de cem vezes o pequeno total de três ovos.
É nesta estranha língua que grito apenas o pedido de deixar os fios brancos brilhantes secretados pelo espaço pressuposto à boca. Falo do queixo. É de lá que transformo fios de amanhecer tecido em borboleta.

Friday, October 13, 2006


Você já se perguntou o que faz uma conchinha na areia da praia ? E várias conchinhas ? A onda leva e traz... Estão ali por revelação de que existiam submersas. Secretamente. Aos pares. Ou casca curva e rígida que abriga molusco...É incrível o que fazem com "seres estranhos". "Invasores" de seus universos introspectos. Transformam um grão de areia em pérola. Oferecem ao grão camadas e mais camadas de seu líquido. Sistema de defesa que torna a intrusa partícula em algo valioso. Sinto - me uma delas. Dessas conchas e grãos ganhando abrigo.

Monday, October 09, 2006

Carcavelos - Denominação de Origem Controlada.

Trata - se. Está entre as maiores, embora seja das "mais pequenas" regiões demarcadas portuguesas. Diz - se: são as castas mais recomendadas: Brancas - dos nomes Arinto, Boal Ratinho e Galego Dourado. Entre as Tintas - Periquita e Preto Martinho.

Carcavelos foi demarcada em 1908 e teve, muitos anos antes, no Marquês de Pombal o seu principal defensor. Fica, está e continuará sempre distante apenas 10 Km de Lisboa. Encontra-se, plenamente, rodeada de urbanizações. "Produz um vinho generoso que resulta do loteamento de vinho abafado com vinho seco. São ambos feitos em bica-aberta. Tal como outras regiões esta corre sérios riscos de total extinção".

A Região é muito antiga, velhinha... e com muitas tradições vinhateiras. Diz-se que na época do Marquês de Pombal e da sua quinta em Oeiras, no ano de 1752, o vinho de Carcavelos era enviado para a corte de Pequim (China). Localiza - se na costa do Estoril (ex-Costa do Sol! ahhh, o Sol...), próximo da Foz do Tejo.

Foi demarcada (pasmem!) pela lei de 18 de Setembro de 1908. A região hoje ocupada pela vinha é muito pequena, razão pela qual o vinho de Carcavelos dificilmente se encontra no mercado.

O vinho de Carcavelos é um licoroso de graduação alcoólica de 18º a 20º aproximadamente. É obtuso, ritinto, rinitente. Conquista - se a partir das castas «Galego Tourado», «Boais», «Arinto», «Torneiro ou «Espadeiro» e «Trincadeira».

Alguém já tomou por indicado como aperitivo ou vinho de sobremesa, pelo grau de doçura. No entanto produz-se mais vinho puro que doce. Embora, sim, docemente elaborado. Por empenho e força de suas características (suavidade e aveludado paladar) o seu envelhecimento é rápido e exige um estágio mínimo de dois anos em casco, antes de ser engarrafado.

"Hoje existe no mercado um vinho da região, produzido na Quinta dos Pesos da Casa Manuel Boullosa".

Já não se dirá o mesmo de Carignan, apenas uma variedade tinta do vinhedo mediterrânico. Resulta em vinhos aveludados, com ligeiro tanino, ricos em álcool natural. Não é uma uva especialmente apreciada, mas costuma compreender - se como complemento da Grenache. Na Rioja, chama-se Mazuelo.
Não há outro indicativo, senão: Mantenha distância.

Monday, September 25, 2006


O que tenho hoje na ponta dos dedos, como impulso transformado em letra, é delicado e simples. E novo. É a parte de uma casca de ovo aberta de filhote de passarinho. Meia casca partida num esforço grande de nascer. É assim que a vida surge, já com força empregada. Prenhe de desejo forte de manter - se vivo. De se alimentar. De crescer e ganhar o mundo. Mesmo que seja pinto, de galinha, e não ave. Ainda que escolha o livro e não o descampado, ou comer bichinhos do quintal...

É grito de piu e canto assoviado entregue de presente ao mundo. Nem sempre se escuta. Há ouvidos moucos por onde se passa. E o barulho das cidades grandes ou da casa habitada nem sempre permite se ouvir cotovias, nem rouxinóis. Nem sabiás. Saberá um dia. Em silêncio tudo é mais inteiro, menos fragmento ou metade partida de casca frágil rompida. Resto de prova de que nasceu. Respirou e deu - se à bater asas.

Sei do pouco que resta em olhos turvos de enxergar. Ou do tanto que se fala ou se acusa quando a missão vai sendo cumprida. Quem mais te liberta, se torna algoz. Culpado e vítima. Sermão de montanha que, vide paisagem, torna - se pó. Mas estará sempre ali, a inesquecível imagem do momento em que havia, erguida, de longe observada.

Friday, September 22, 2006


Algumas metas recuperam o sentimento da constante existência de leis da física sobre esse abstrato universo do ser. As idéias são como moléculas. Se misturam, se condensam, somadas viram partículas. Sentimentos também são assim. Vão se tornando algo novo. Ninguém é mais o mesmo com o passar dos dias. Há sempre um jeito novo se sentir a vida e lidar com ela.

Entre o mar e desfiladeiro.

Essa constante inconstância e mutação gerada pela sucessão de fatos, rumam de acordo com princípios. Preceitos, conceitos, maneirismos adquiridos e traduzidos pelas mentes. É estranho como perceber hora intenso, ora tímido o brilho da mesma estrela. A mesma criatura tem a capacidade de reagir de maneira diferente a circunstâncias tão semelhantes...Curioso: Esse é o caminho da criação dos fatos. Idéia! "vão se tornando coisa feita por atos".

Curiosidade e humor. Sempre humor. Mania de rir da vida e da própria criança desajeita ou cheia de incertas. Como são ternas e certas do que sentem as crianças. E como fazemos delas seres inseguros de si mesmos por contestar ou questionar (rejeitando muitas vezes) o que sentem.

Não é justo. E eu, em definitivo, gostaria de invertar um mundo com justiça. Não é possível manter o equilíbrio na ponta de uma espada. Não é esse o mundo que se sonha. É preciso estar certo de que sentimentos, pelo menos alguns deles, duram para sempre. É precioso dar ouvidos ao que se sente. E se deixar levar pelo melhor caminho. Escolhas. A vida é feita de escolhas. E delas somos nós mesmos os donos. E não o contrário.

Sunday, September 17, 2006

Imóvel e em modos do corpo. Há de manter - se nesse fluxo enquanto durar a luta. Flertar é fatalidade na empatia dos corpos. Alimenta o bicho que há em todos. Tempera a fome. Não consigo imaginar palavra que rime com a ausência de luta. É ginga. Quase necessário. E há tanto hoje tudo em mim do que vejo em tu, que não comporta. Não engasto só com palavras. Não cabe mais na expressão. Há mérito de força e de vida própria. As cidades que somos são regidas por luas, hipnotizam. Giro em gravidade, tonta que sou. Mas há e sempre haverá pessoas nas ruas. Cumprimentam - se e sonham em ser livres. E são. Mesmo que ainda não saibam como ser. E são. E o que tenho para dar ainda guardo. É cedo. Não pode escapar ainda. Flutua como o que habita o outro em transe. Há mistérios do outro lado do que tennho para dar. E são. Como nas notas escolhidas num Jazz. Há ali uma força que faz gravitar e une corpos, que é, apenas. Identifica uma frequência. Sintoniza. Há também essa massa inteira girando, conjunta. E a lua somente reflete a luz do sol. Aqui, deste lado, há Urano chamando. Não ainda. Não é a norma que me guia. E me faz decidir a mesma direção... é a vontade. Me mantém na rota. Eu, em órbita. Sei que existe um modo. Giro torto. Enlace por trava de cinto indiano. Jeito avesso. Também é capoeira, senhor! Capoeira já chegou, chegou para ficar. E se foi de cair um dia, não vai. Não cai... Saber se dar, cai bem.

Friday, September 15, 2006


Primeiro: estou sentindo o que chega com uma força de ursa que também sou. Aquecida e irritável. Era sangue em massa de força preso nas veias. Nas têmporas. Não urrei. Não soube abrir a boca ou levantar os braços num grito legítimo de dor. E aquietei toda aquela massa acomodando em veias frágeis o volume de um rio caldaloso. O silêncio é mais mortal que venoso. O meu ao menos foi. Pensei que estaria morta no minuto seguinte que o sangue rompeu vasos e tornou se dores na nuca e na espinha dorsal. Dorso de ursa de olhos fixos. Esbugalhados.

Mas o silêncio que mata também alivia dores. Hoje alivia. A solidão do inverno ou do frio de bicho sem pêlos já passou. Também não opto por hibernar. Saio pelos campos para ver a primavera chegando de mansinho. Em cores leves, em tons suaves..."Nude". São cenas de cores que vejo. A minha crença ainda é vermelha. Mas sou grata à minha santa azul. Choro lágrimas em letras pretas sobre pedras brancas e você me dá de presente um ser possível, real----------era tão só quanto eu vi. Meus olhos são porta para o novo, o tempo todo. O novo agora é mais vivo. Não apenas sonho. Vivo.

Monday, September 11, 2006


Muralha da China

Esta é a imagem do espírito nacional da China. A Grande Muralha é o cristal da inteligência e do saber do povo da China antiga. Representa um completo sistema de defesa militar erguido na época das armas frias. Hoje é: uma das sete maravilhas da mundo. Tornou - se importante atração turística, tanto para chineses como para o resto do mundo.

Cinco mil quilômetros de leste a oeste no norte da China. Um imenso dragão percorrendo caminho pelos desertos e montanhas. A admiração é real, em todo o planeta Terra.

"A Grande Muralha figura no catálogo de relíquias culturais e foi incluída em 1987 no Patrimônio Cultural Mundial da Unesco".

A construção da muralha começou na primavera e se estendeu pelo outono (770-475 a. C.)inclusive durante o período dos Reinos Combatentes. Durante esta prolongada época, houve na China sete reinos independentes: Chu, Qi, Wei, Han, Yan, Qin e Zhao. Para se defender das incursões vizinhas, cada um destes reinos construiu suas próprias muralhas, em terrenos de difícil acesso.

Foi no ano de 221 a.C que o reino de Qin conquistou os outros seis estados e resolveu unificar a China. Quin ordenou a união das muralhas levantadas por cada reino. Ele construiu novas tramas.

Desde então, a Grande Muralha passou a fazer parte da história da China com o nome de “Muralha do Dez Mil Li”. Isso porque dois Li equivalem a um quiilômetro. Nome conservado até os dias de hoje, usado pelos chineses.

"Por proteção contra as invasões dos hunos, as dinastias seguintes deram continuidade aos trabalhos de manutenção e reparação da muralha. As reparações de maior envergadura deram - se durante as dinastias Qin, Han e Ming".

A muralha que hoje é, foi reconstruída. A base original vem dos tempos da dinastia Ming. Até alcançar a largura de 5.660 Km. A construção começa por Shanghai a leste até Jiayu a oeste, atravessando também quatro províncias (Hebei, Shanxi, Shaanxi e Gansu), duas regiões autônomas (mongólia e Ningxia) e Beijing.

O desenho e a construção da Grande Muralha são um reflexo fiel da sabedoria dos estrategistas e construtores daqueles tempos. Os muros, corpo principal da obra, se construíram aproveitando os contornos das montanhas e dos vales. Além dos muros, ao longo da muralha levantaram-se torres, passos estratégicos e atalayas que tinham por função servir como um alarme a possíveis ataques.

Ainda que a Grande Muralha tenha cumprido sua missão por muito tempo, sua permanência para a humanidade constitui em um valiosíssimo legado cultural, histórico, artístico, arquitetônico e turístico.

Sunday, September 10, 2006


Os horizontes de Roma se expandiram a partir do final do século XVI. Tornaram - se enormes. As fronteiras do Império incluiam não apenas Roma, Grécia e Egito, mas também boa parte das terras de cultura oriental que os ocidentais sequer tinham algum conhecimento antes das viagens de Marco Polo. Muito antes tudo era a China.

Desde 1540, os missionários Jesuítas tentaram converter japoneses e chineses em cristãos. Como parte da contra - reforma para "devolver o mundo a Roma". A missão japonesa sucumbiu rapidamente. Mas a Chinesa progrediu desde que Mateoo Ricci, recebido pelo Imperador em seu palácio, aprendeu a língua (o mandarim) e dominou os fundamentos dos textos de Confúcio. Mostrando aos chineses a "superioridade" dos ocidentais. Para tanto, usando como prova os estudos da cartografia e astronomia. A missão prosperou por um bom tempo.

A partir desse momento, Padre Ricci começou a usar outros meios. Tornou-se escritor. LivroS bem recebidos entre os chinese. Como por exemplo, As Vinte Cinco Palavras e Os paradoxos. De todos o que mais chamou atenção foi Tíen-chu-she-i (A verdadeira doutrina de Deus). Espécie de catecismo já publicado anos atrás, revisto, enriquecido e que falava de Deus, da criação, da imortalidade da alma e do prêmio ou castigo final. O toque de gênio de Ricci foi ter apresentado, além de muitas citações de autores cristãos, citações também de autores chineses, especialmente antigos. Aumentando a confiabilidade do livro e sua aceitação entre os leitores chineses.

"Em pouco tempo, o livro tornou-se o manual de muitos missionários e teve muita influência na primeira evangelização da China. A obra impressionou tanto que, mesmo cem anos depois, o imperador K´ang-hi, em 1692, mandou proclamar um edito em que se autorizava a pregação do Evangelho em todo o império".

Friday, September 08, 2006

You're Gonna Make Me Lonesome When You Go
Madeleine Peyroux
Composição: Bob Dylan

I've seen love go by my door
It's never been this close before
Never been so easy or so slow
Been shooting in the dark too long
When something's not right it's wrong
You're gonna make me lonesome when you go

Dragon clouds so high above
I've only known careless love,
It's always hit me from below.
This time around it's more correct
Right on target, so direct,
You're gonna make me lonesome when you go

Purple clover, queen anne lace,
Crimson hair across your face,
You could make me cry if you don't know.
Can't remember what i was thinkin' of
You might be spoilin' me too much, love,
You're gonna make me lonesome when you go

Flowers on the hillside, bloomin' crazy,
Crickets talkin' back and forth in rhyme,
Blue river runnin' slow and lazy,
I could stay with you forever
And never realize the time.

Situations have ended sad,
Relationships have all been bad.
Mine've been like verlaine's and rimbaud.
But there's no way i can compare
All those scenes to this affair,
You're gonna make me lonesome when you go

You're gonna make me wonder what i'm doing,
Staying far behind without you.
You're gonna make me wonder what i'm saying,
You're gonna make me give myself a good talking to.

I'll look for you in old honolulu,
San francisco and ashtabula,
You're gonna have to leave me now, i know.
But i'll see you in the sky above,
In the tall grass, in the ones i love,
You're gonna make me lonesome when you go.

Got You On My Mind
Madeleine Peyroux & William Galison

I’ve got you on my mind
I’m feeling kind of sad and low
Got you on my mind
Feeling kind of sad and low

I’m wondering where you are
Wondering why you had to go

Tears begin to fall
Every time I hear your name
Tears begin to fall
Every time I hear your name

But since you went away
Nothing seems to be the same

No matter how I try
My heart keeps telling me that I
Can’t forget you
If ever it should be
That you want to come back to me
I'm gonna let you

I’ve got you on my mind
I’m feeling kind of sad and low
Got you on my mind
Feeling kind of sad and low

I’m wondering where you are
Wondering why you had to go

No matter how I try
My heart keeps telling me that I
Can’t forget you
If ever it should be
That you want to come back to me
I'm gonna let you

I’ve got you on my mind
I’m feeling kind of sad and low
Got you on my mind
Feeling kind of sad and low

I’m wondering where you are
Wondering why you had to go

I’m wondering where you are
Wondering why you had to go


Dreamland
Madeleine Peyroux


Dreamin'
Makin' my way
Dreamin'
Won't let me stay in your arms
In your warm
In your love

Sleepin'
Away the day
Hopin'
That we two could stay
All alone
On our own revelries

Let's make a pact for our lives
And our homelands
Built on the bricks that we bathed

In my dreamland
Home sweet dreamland
Always a dreamland
For the two of us,
Together,
We'll stay

Let's build a homeland together in the sand
We have forever right here at hand
In dreamland
Home sweet dreamland
Always a dreamland
For the two of us,
Together,
We'll stay

Monday, August 21, 2006

21 de Agosto de 2006

Há quase exatos cinco anos leio e estudo com alguma profundidade possível a obra de Clarice Lispector. Depois de conhecê - la no romance que escreveu aos dezenove anos de idade (Perto do Coração Selvagem), fui me comovendo e envolvendo numa busca de entender e dar nomes a sentimentos que tão bem descreve e também conhecia de forma que passei ser um pouco que habitada. O modo e o jeito, foi consolidar tanto "entendimento". Com uma especialização. Quase com nota máxima. Quase. Sempre ele. Hoje, depois de outros três anos insistindo em detalhes e olhar atento do que se publica ou compreende o universo de Clarece, estou enxergando.

Finalmente vejo. Está ali endereço "releituras.com". Texto sobre Clarice Lispector: "Em 19 de janeiro de 1941 publica a reportagem Onde se ensinará a ser feliz, no jornal Diário do Povo, de Campinas (SP), sobre a inauguração de um lar para meninas carentes realizada pela primeira dama Darcy Vargas. Além de textos jornalísticos continua a publicar textos literários. O mesmo endereço diz ainda o que a autora fez com o primeiro salário do novo emprego onde passou a conviver com Antônio Callado, Francisco de Assis Barbosa, José Condé e, também, com Lúcio Cardoso por quem nutre durante tempos uma paixão não correspondida (...) "entra numa livraria e compra Bliss - Felicidade de Katherine Mansfield, com tradução de Érico Veríssimo.

Tomo aqui, nota pública para não esquecer. Da data, do instante em que voltei a ver as coisas todas em sua essência. Do momento em que devolvi a mim mesma uma percepção clara e fina da vida. Momento em que o conto Amor, de Clarice, me inspira:

"Certa hora a tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava - se" e que "no fundo, ... sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado".

Monday, August 14, 2006









Pérolas Comestíveis

Cobiçadas pelo Mundo, ameaçadas por extinção, pela pesca predatória... seus ovos dos olhos de peixe são ovas do esturjão siberiano. Elas encontraram na França um lugar seguro. Para a preservação da espécie. E deleitam os apreciadores. Enlatadas, são e resultam no precioso caviar. E comem e sofrem com as ameaças de Extinção. Este sim, é perigoso.

Consagradas por seus encantos astronômicos. Para Gastronômicos falta apenas o "G". E não falta mais. Elas são, e como. Foie Gras do PériGord. Compreendeu bem: PériGord! Ahhh...Há as ostras de Arcachon. Há os outros. Há as outras. Há ela, A ostra. Há as voltas que os vinhos dão. Há vinhos jovens, outros não. Há os vinhos de Bordeaux, de doze, treze anos, da fascinante região da Aquitaine. Lugar de onde nunca deveria ter saído Aqui. Do oeste, da França. Ele vem. Tesouro, abrigo desse tesouro comestível, besouro zunindo num vale, dão graças ao seu inestimável valor. Graças do destino, graça do acaso, que é Deus. Por muito pouco elas, as pérolas comestíveis, não desaparecem da face do planeta. Melhor, do Mundo. Foi graças, dessa feita, a bem-sucedida, bem amiga, experiência de criação em cativeiro, que continuaram vindo e vivas. O esturjão e suas cobáias, as cobiçadas ovas. Agora encontraram novo porto seguro. Velejam em mar bravio da empreitada francesa. A cada pérola comestível que se devora, compromete seu vazio, sua composição de um vazio desconhecido. E lhe resta escrever um inédito e otimista capítulo na fantástica história do caminhar. Das pérolas comestíveis, e das outras: as ostras.

Peixe da era jurássica. É ele, o esturjão. Fácil encontrá - lo em mergulho solto nos rios da Europa. Nas águas da Ásia e da América do Norte. Aos primeiros sinais de alerta acenara para as ostras. Medo, perigo, faro, intuição do risco de sua extinção. Datam desse período dardos arremeçados em direção às pérolas comestíveis, no ano de 1991. Foram - se as investidas políticas, românticos idealistas, perderam o discurso com o derradeiro colapso soviético. Pedraram. Ninguém mais os ouviu. No caos que se seguiu à dissolução da federação comunista, havia o garimpo desenfreado da extraordinária iguaria. Not French, but Fries. No entanto, sobreviventes que são, adquiriram um novo discurso que ganhou rapidamente contornos de uma tragédia ecológica. Ele será o único. O homem - ilha. Seu único lugar de habitar. Dela, a pérola comestível, habitat.

De volta à história. Ainda sem final, nem meio, nem começo sem fim. A "enfadológica prática" de seu egoísmo, e entretanto medo e escolha, cassados, não comeram mais ninguém. As ostras, cansadas, fecharam-se com suas cortinas e ficaram surdas às más notícias. Restaram saudáveis instalações. Como em Sturgeon Scea, onde há a maior fazenda de esturjões da Europa. O último susto fez o mais respeitável de todos pesar 5 toneladas. Hoje suas palavras são vendidas a preço de caviar, em média 1 350 euros o quilo. Nada mal para ex jurássico que mudou de um discurso difícil para um discurso fácil. Sua empresa represa desejos até a lembrança da última década de atividades não assexuadas. Foi em 1995, que conseguiu importar alevina da espécie Acipenser baerii. Diretamente da Sibéria. Também conhecida como verdadeira França. A Conhecida viajante é encontrada em diferentes lugares da Rússia, nos lagos Curonian e Vistula, no Golfo do Riga e mesmo no Golfo da Finlândia.

Pouco menores, mas ainda assim adultos em idade avançada, que sonharam em poder alcançar 4 metros, são de outra espécie, estes sim, peixes. Como o esturjão, mas do Mar Cáspio, lugar de extensa superfície sonora de 371 000 quilômetros quadrados. Música que espelha como água na maior porção do mundo. Poça gigantes que brota do poço sem fundo com saída para nenhum oceano. Capaz de banhar cinco nações. Do Irã à Rússia. Tornando - se mais aquietados no espírito, passaram a ser chamamados de exemplares de Acipenser baerii. Eles sim demonstraram impressionante adaptação ao ambiente francês. E a seu modo.

Quando o boletim avisa: "Em 1997, uma grande quantidade de exemplares de esturjão siberiano foi liberada acidentalmente nas águas do Rio Negro, um afluente do Rio Uruguai. Em pouco tempo, começou-se a capturar exemplares do peixe em diversos pontos do Rio Uruguai médio e inferior e na margem uruguaia do Rio da Prata e também no Rio Paraná. Desde então, continuam chegando relatos de aparições de esturjão na região. Há, inclusive, uma campanha de esclarecimento para que, em caso de pesca, o animal seja preservado intacto e entregue às autoridades competentes. Não se tem idéia ainda da extensão do impacto ambiental causado pelo acidente. Mal sabe aquele matreiro pescador que na ponta de sua vara balança uma fortuna".

É com imensa ventura que sopro a moral da história: a pérola que era dada a poucos, agora é comestível. E habita um único lugar. Serpenteia no Rio Prata sua captura. Comida rara. Como ? Pode ? e Como Pode? já é tanto pensar numa saída, que o que vem de clareza é clarão inteiro da compreensão da vida. Dê o mundo inteiro que vou devorar e decifrar, a esfinge não me põe em susto. Eu luto e descubro o rumo do rio. E o riso preso na passagem estreita para esse sentimento todo que canalizo em fio de meada fino demais para deixa passar o sentimento todo do mundo que cabe nas mãos.

Sunday, August 13, 2006


"Da cama não via o jardim. Um pouco de bruma entrava pelas venezianas abertas, o que se denunciou ao homem pelo cheiro de algodão úmido e por uma certa ânsia física de felicidade que a cerração dá".

Clarice Lispector, A Maçã no Escuro, pág. 16.

Por outro lado: "Moro, num país tropical, abençoado por Deus... e bonito por natureza. Mas que beleza, é fevereiro". Faltando apenas dois meses para ser novamente "Abril...Solar". É quase tempo inteiro, completo, do fim. Sim. Porque é preciso dizer sim ao sim, e não ao não. Sendo assim, aí está o direito que reivindico. Do adeus. E eu tenho sim um nome, não é Gal. Pode ser o que me chamam. Etérea, sou eu. O nome que chamam em uso constante é Geo. Sou terra adubada e em mim tudo brota. Não vejo do contrário, mas pelo avesso. Porque chique é ser inteligente. E agora não estou mais com medo. Eu estou mais com Pedro, que com medo. Deus me livre de ter medo agora. E se bem junto da porta está São Pedro...bem no fundo do mundo, está o medo do fim de tudo. E se houve, de novo pode haver panis et circensis, no fim do mundo. E a minha vontade é de todo o mundo, do mundo inteiro, ao fim do mundo. E se eu me despeço agora, no fim de tudo, é porque não tenho medo do que eu sou agora.

De onde eu vim o tempo corre lento. Na verdade, é. E tudo carece de pressa, antecipa a poeira da estrada. Esta é a imagem que acalenta meu espírito: as retas incompletas que pontuam a estrada. Tudo é incompleto e interrumpto. E se houve "Novos Baianos", há novos manos. Há poeira cósmica em tudo o que penso. E se realiza é porque houve impulso e certeza. E não há sangue pulsando que encontre seu lugar em veias frágeis quando o endereço certo não é o plexo do peito de Pedro com medo. É perigoso saber de tudo e assim eu morro cedo. Não é Amor se não for confuso e incerto. Não é amizade se for difuso e certo. Não cego, nunca mais perco o meu ponto de vista: livre e novo. Arrebatado, solto no espaço, de ponto perdido no Cosmos. E neste jardim psicodélico, sou Ninfa. Tenho medo de Dragão, mas isso não é tudo. Há mais o que investigar entre o céu e a terra. Há mais mistérios e toda essa filosofia fã me cansa. Fadigo, e não digo o que penso para não partir e soltar partículas de mim.

Há luz. Eu vejo o fim do túnel, depois do fim do mundo. O reino de seres que essa Terra libertarão. O inventário é teu, o inventivo espírito céu é meu e teu. No ponto em que são, do alto do céu, no canto do chão. A música não espera. Encontra em becos escuros e frequência não autorizada o seu rumo, sua estrada. Como num sonho, a voz entra em casas, barracos, botecos, fiteiros, ruas, vielas estreitas e chega até o fim do mundo do coração dos que ouvem e preenchem o dia morto, o canto de chão. Sei não, mas ninguém pode freiar um carro em alta velocidade com um simples puxão. Sei não. Funciona mudar a marcha em alta velocidade? estoura a caixa, dos peitos, da marcha. Ré ? Não reconhece! Ele nem sabe que existe ao tocar o Blues. Disse e tomei nota: são três notas...

Se ouço ainda alguma cítara no ar, é puro reflexo, como era meu sorriso, no meu período tão sem nexo. E se sempre foram dois navegantes sóis ao pôr - do - sol, andando lado a lado, no mesmo barco e mesmo mar... Marco Polo nos guia pelo roteiro das cidades que descobres e contarás em detalhes pra mim. Deslizarei feito melodia. Suave sou, suave sempre serei. Eu não nasci para ser som, nasci ao morrer a luz do dia. E se também foi assim com você é pura circunstância do destino, estarmos aprendendo juntos a morrer um pouco mais a cada dia. Não é objeto vivo, não é desejo morto, não é segredo torto, não é suspeita feita, ou história que deleita corações vazios de paixão. É. Hoje serei toda ouvidos e canto de baleia, até me desfazer em espumas remetidas às areias vermelhas por um mar histérico por uma bola de fogo e um céu aberto.

Já fui jogada ao vento, já sou folha solta e outono de um amarelo triste. Perdi o verso num verão romântico e tudo o que sei é que ninguém se liga no mar. No seu reino, ninguém se liga no mar...quer loucura mais triste que viver sem a busca de ser feliz? Sem sequer pensar em ver o mar ? Abstrair do pequeno Universo o mar ?
Já no meu reino real, o mar brota de mim. O tanto de bruma que entra pelas brechas de espaços abertos, logo denunciam o jeito de ser feliz e ânsia física de felicidade, dia e noite, noite e dia. Em dia branco, em noite escura. Em todas as cores e mesmo na ausência de todas. Meu modo é da cor da felicidade. Estou de acordo, com o ser feliz. Pronto e ponto. No outro blog!

Monday, August 07, 2006


Do you believe in a way of love which requires atencion?
Can I say that? Translate the tension..."it couldn't be read":
Try! listening to me
Observing me
Are you feeling my vibration
Like a "felino", holding my wrist and when you lay down my breast

I can't breath
I can't live like that
I can't say anything

My only right is to be quiet
In silence

I can't breath
I can't live like that
I can't caress my cat's hair

My only right is to be quiet
In doubt

I was a grimalkin
A Cinderella
Now, as a kitten (don't believe I'm a Kitty)
I creep out of the front door
Instead a burnt child dreads the fire
Absent minded said once to you
"I'm miles from house"
Still also distracted and cheated
With a cat tough
Betting im my seven lives
I forget that at night all cats are grey
neither orange or black
like you are

So I take you to the clothes basket
And hide us with our struts rolled up
out side the clothes basket

It's all I tryed hard
I fighted against with all my heart
You're are a longfelt
Now, I have to give my best
And don't lack me courage
Instead what I write and said

Althoug near you

I can't breath
I can't live as always
I can't say anything

My only right is to be quiet
In silence

I can't breath
I can't live as always
I can't caress my cat's hair

My only right is to be quiet
Don't move!

Tuesday, August 01, 2006



By Madeleine Peyroux to a friend:

Dance me to your beaty with a burning violin
Dance me through the panic til Im gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Olh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
Were both of us beneath our love, were both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till Im gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the eeeeend, of Looooooooooove!

(Dance my friend! keep on dancing. And make me happy and rocked in hopes)